sábado, junho 25, 2005
A praça ainda não está pronta, pessoal!
Parabéns.
Mas pelas ruas já se escutam vozes pouco razoáveis. Reclamam que a praça ficou horrível. Mas não ficou ainda, ora pois!
É agora que começa o trabalho de jardinagem. Os canteiros limpinhos como estão são só telas prontas para receber tinta, e não a pintura acabada.
Esse tipo de susto é provocado pois o sabarense está tão desacostumado a qualquer tipo de intervenção positiva no Centro que, quando começa alguma mudança, acha que a coisa vai piorar.
Enquanto os canteiros não ficam prontos, usuários de drogas que freqüentam a praça estavam sem lugar ontem à noite. Tentavam encontrar um banco onde ficassem menos expostos. Sentavam-se meio de costas para a rua. Mas não teve muito jeito. Os casais também terão que se esfregar em outros escurinhos.
Talvez com os novos ares a praça volte a receber um público que desapareceu há muito, espantado pelo clima de boteco que tomou conta do lugar: as crianças.
sexta-feira, junho 24, 2005
Afasta de mim esse cálice (de vinho tinto de...)
de calar a boca.
Tudo que disser
pode e SERÁ usado
contra você
num tribunal
devidamente
subornado"
(Policial brasileiro, ao prender Zé Ninguém.)
"Sempre foi assim..." Ora, não encha o saco!
“Criticar é muito gostoso, mas quero ver você fazer.”
“Ora, pelo menos estão tentando. Não é fácil mudar as coisas.”
“Sempre foi assim.”
“Etc.”
Pronto. Quer me deixar irritado é vir com frases desse tipo. Alguns esboços dessa argumentação chula já surgiram aí nos comentários.
Elas evidenciam a inabilidade para lidar com a exposição do contraditório, da crítica, da divergência, do debate, do democrático (hein?), da opinião, da discordância, da indignação, da liberdade e de todos os etc e etc que cabem com folga aqui.
Elas são a defesa do conformista, do anônimo, do gabarola, do que aceitou o favor. Do sabarense?
Do que se esquece que há obrigações mínimas a serem cumpridas, e não favores a serem feitos. Ora, para entrar lá (e aqui falo de todos os “lás”) abre-se conscientemente a porta da frente. E aos que passaram por ela e utilizam esse tipo de argumento eu lembro: a porta de saída está permanentemente aberta e é melhor utilizá-la antes de cogitar o uso do “pelo menos...”.
Sabará será isso aí enquanto isso não acabar. E isso não acaba nunca e por isso estamos longe de lá. Que lá? Ora, ora...
Os sabarenses ainda não estão prontos para a praça pública (não confunda as coisas aqui, ô meu).
53% X 53%?
A mesma porcentagem de leitores que julgou os 8 anos de governo Wander Borges péssimos na enquete anterior.
Ãhn? Não, não. Isso é apenas uma nota de registro, ô meu!
Prefeitura finalmente diz que bota guarda municipal na rua dia 13 de julho
"A prefeitura de Sabará empossará os integrantes da guarda municipal, no próximo dia 12 de junho, às 19 horas, na fundação Belgo Mineira. O grupo estará atuando nas ruas a partir do dia 13 de julho."
Bem, então eles já tomaram posse, ora. Afinal estamos no dia 24 de junho. Mas segue a notícia:
"A corporação se ocupará das infrações de âmbito municipal de menor potencial ofensivo. Através dessa iniciativa, será criada uma estrutura capaz de atender às questões de menor relevância, ficando a Polícia Militar para atender os casos mais graves, garantindo, assim, uma maior segurança à população."
Finalmente. Essa novela da guarda municipal foi escrita e reescrita, mudou de diretor. Mas não estrevava nunca!
Bem e, ora, ufa! Estamos abarrotados de questões de menor relevância a serem resolvidas.
E se a guarda municipal for patrimonial, fico imaginando cenas como a dos policiais (é assim mesmo?) tentando impedir pintores da prefeitura de depredarem chafarizes.
Em aberto: o que são questões de menor relevância para os senhores anônimos de plantão aí do outro lado da linha? Com a palavra, minhas amigas e amigos anônimos...
quinta-feira, junho 23, 2005
Inscrições abertas para o Festival de Inverno!
E enquanto não temos informação (opa!) sobre o que será de fato o "festival de inverno" de Sabará (programação, oficinas e o famoso etc etc), porque você não visita o site do Festival de Ouro Preto e Mariana (da UFOP) para entender o que é esse tipo de evento?
Hein? Tá esperando o quê, ô meu?
Festival de Inverno X Quermesse
E nós? Alguém ouviu, FORA DA CIDADE, repito, FORA DA CIDADE, algo sobre o que vai acontecer (vai?) aqui em Sabarov?
Ok, foi assinada dia 19 a parceria com o UNI-BH, que faz o festival em Ouro Preto, Mariana e outras cidades, para fazer algo similar por aqui. E mesmo assim, não participamos do lançamento anunciado por toda a imprensa!!! O que houve, camaradas? O UNI-BH não nos convidou? Perdemos o bonde? Faltou o mensalão?
De que adianta a parceria com os home de fora se de saída já perdemos o cafezinho de lançamento? Um festival de inverno digno desse nome deve estar na mídia nessa fase, sob pena de virar quermesse local com show na praça.
(clica aqui, aqui, aqui e aqui e saiba tudo, ô meu!)
Retro-flexões
Havia? Eu não vi.
Não aqui.
No meio do caminho, Sabará.
Havia uma pedra,
riscada do mapa,
no meio do caminho.
Lá no caminho,
avanço.
Aqui no meio da pedra,
discurso."
(in: "Ouro de Tolo não move moinhos")
Projeto de portal em Diamantina: lição para Sabará aprender
É reconfortante ver idéias simples, mas de grande valor, saindo do papel de forma espetacular. Ou seja, com grandes nomes e profissionalismo envolvidos do início ao fim do projeto. Definitivamente, isso nunca aconteceu em Sabará. Ainda há esperança de que a mudança de discurso force alguma mudança, mínima que seja, nessa realidade irritante.
A vantagem de se envolver nomes como o de Gustavo Penna e patrocinadores de peso é que a visibilidade de uma obra, por mais simples que seja, garante visibilidade e legitimidade imediata ao projeto.
Outro exemplo disso é o concurso público nacional para a criação na praça da Liberdade, em BH, do gigantesco centro cultural. Já há visitantes potenciais em todo o país antes mesmo de a obra começar para valer.
Nosso Centro Histórico, ao invés de experimentações isoladas, merece algo do tipo. Um concurso nacional que busque soluções coesas, integradas e exeqüíveis para toda a área central onde ainda há vestígios de História, recuperaria minhas esperanças. Intervenções desconexas (e até irresponsavelmente verdes) como as de agora só corroboram a fragmentação.
Bem, pé no chão e enquanto isso não acontece, descubra aí na notícia abaixo um pequeno exemplo de como é que se faz as coisas:
"Diamantina, patrimônio da humanidade, encravada no Vale do Jequitinhonha, a 295 quilômetros de Belo Horizonte, vai ganhar, em breve, mais um monumento histórico, com a construção de um portal da Estrada Real.
A obra, orçada em R$ 500 mil, será instalada no trevo situado na interseção da BR-367 (estrada Curvelo/Diamantina) com a avenida Doutor João Antunes de Oliveira. A construção será patrocinada pelo Ministério do Turismo, com o apoio da Prefeitura de Diamantina, Instituto Estrada Real, Secretaria de Estado de Turismo e da empresa V&M Tubes.
O portal foi projetado voluntariamente pelo arquiteto Gustavo Penna, de Belo Horizonte, que assinou os projetos de prédios conhecidos da capital, como os da Academia Mineira de Letras e da Escola Guignard. Ele projetou também o Monumento à Liberdade de Imprensa, em Brasília.
De acordo com o arquiteto, a obra terá formato em L, com 50 metros de comprimento por 11 de altura, e será construída em concreto e tubos de aço. Suas formas acompanham as linhas arquitetônicas do Velho Mercado de Diamantina, também conhecido como “mercado dos tropeiros”, um dos locais mais visitados da cidade.
"Um portal é sempre uma homenagem aos valores das gerações passadas, e Diamantina é uma cidade representativa dos valores nacionais. Por isso, considero essa obra um ato de cidadania", afirma Gustavo Penna.
O projeto contempla ainda um espelho d’água e uma pedra esculpida com a logomarca da Estrada Real, que tem Diamantina como o seu ponto de partida, terminando em Parati, no Rio de Janeiro. O caminho era usado por tropeiros e outros viajantes, que transportavam as riquezas da região, principalmente ouro e diamante , enviadas para Portugal." (fonte: Estado de Minas, via site da Estrada Real)
Seminário de graça sobre Turismo: quem vai nos representar?
A idéia do pessoal é encontrar metodologias para dinamizar o processo junto aos municípios com potencial turístico (será que temos?), fazendo-os explorar seus recursos naturais e econômicos de forma participativa, na busca do desenvolvimento sustentável.
Ora, quem tiver tempo dá uma passada por lá e conta tudo que aconteceu aqui.
Clica aqui agora e saiba tudo sobre, lá no site da Estrada Real.
quarta-feira, junho 22, 2005
Majestade
Retro-flexões, do além
Quando políticos se reúnem
e concordam em assumir
posição ética comum,
segure sua carteira.
Eu já segurei a minha."
"A coisa mais ridícula
é todo mundo."
(Millôr)
Sr. Abalto reclama de "escritório para bandidos"
"Fico impressionado com as coisas, mas tão impressionado, que parece pegação de pé mas juro, NÃO É! Estão mudando as plantas da praça Santa Rita. Ótimo. Os canteiros de azaléia eram feitos de banheiro, esconderijo de drogas, armas e bandidos. Para melhorar eles estão é fechando mais os canteiros com as plantas para que os antigos usuários se sintam mais a vontade. Agora ninguém vai incomodar quando o cara estiver em seu escritório. Vai ficar muito bom. PRÁ BANDIDO!!!! (quem é mesmo a pessoa responsável pelas praças em Sabará??? Tenho certeza que ele é paisagista.)"
Azaléias, pra que te quero...
Leitores já reclamaram nos comentários espalhados aí embaixo da posição (ou falta dela) do Iphan. Como o instituto teria autorizado intervenção dessa natureza bem no meio da rua Dom Pedro II, única via de preservação patrimonial razoável na cidade? A pergunta ainda não quer calar.
E outra acaba de surgir. Os operários da municipalidade trabalham nesta semana na mudança dos canteiros da Santa Rita. Parece que serão implementados jardins mais rasteiros. Entretanto, nos dois últimos canteiros, foi feito um bolo de moitas de azaléias.
Pois bem, aquelas azaléias altas têm servido de guarda-volumes de marginais. Já presenciei várias vezes as moitas "amoitando" droga e mesmo produtos de roubos, como uma luminária da rua Comendador Viana. Os bancos em frente a tais moitas também são os preferidos para o uso livre de substâncias pouco recomendadas pela lei (tanto as que entram pelas bocas, quanto aquelas que preferem ser cheiradas).
Enfim, usa-se muito esse tipo de coisa no Centro e não quero ser pessimista. Mas a rua Amélia Munaier, que em seu entorno oferece diversos estabelecimentos para o exercício da alegria alcoólica, mulheril e sonoplasta desregrados, pois bem, tal via é um corredor onde a lei não põe as mãos.
Mas de volta aos bucólicos canteiros da nossa remexida Santa, a Rita. Ora essa, e então? Azaléias, pra que te quero...
segunda-feira, junho 20, 2005
Uma cidade onde os chafarizes ainda jorram...
sexta-feira, junho 17, 2005
Somos uma cidade que diz Amém
Enquanto não volto, porque não vão dar uma voltinha pela galeria de fotos, que tem novidades? (clica ali no box verde, ô meu!) Aproveitem também para opinar nos debates espalhados pelo blog. Fica a pensata aí embaixo a título de degustação para o fim de semana. Ah, e por Alá, vigiem esta cidade, companheiros!
"A única coisa que um passado convulso e abominável (só consigo definir assim uma presença tão ostensiva de elementos como a sede de ouro e a igreja) como aquele herdado pela Sabará daqueles dias poderia fazer pela cidade era ajudar na redenção pelo Turismo. Aí vieram as gerações do final do século 20 e aquele início de 21 e renovaram o fôlego predatório do estupro paroquial.
E a imagem que tínhamos era a do poder público e da sociedade fornicando nas alcôvas e, ainda limpando bocas e mãos, aparecendo em público sorrindo e cagando discursos empolados que incrivelmente eram aceitos para que a paz reinasse no sono de cada um dos sabarenses. Observei à época, antes do colapso: Somos uma cidade que diz Amém."
(da obra "Missa do Ouro Convulso", Vitor Hugo Munaier, Edições Akolá, 2030)
É foda...
"É foda saber que o prefeito da sua cidade só sabe falar que não é um político. É foda saber que o trânsito da sua cidade não tem pé nem cabeça. É foda saber que o sistema de transportes da sua cidade é monopolizado. É foda saber que sai ano entre ano e sua cidade só piora. É foda saber que a única coisa que realmente dá dinheiro na cidade é prestar serviços para a prefeitura.
É foda saber que a maioria dos restaurantes da cidade são ruins de serviço. É foda ver sua cidade se transformar numa cinematográfica Cidade de Deus. É foda ver que existe uma casinha verde de 100 mil reais na entrada da cidade que não serve para nada (ou será que serve...).
É foda saber que o pessoal que trabalha com pintura de patrimônio é daltônico e que chega a ponto de pintar um chafariz de verde. É foda ver que as favelas aumentam cada dia mais. É foda saber que os únicos turistas que nos visitam freqüentemente são da ROTAM (há também os peregrinos de Santo Antônio de Roça Grande).
É foda conseguir ler este tanto de “é foda”. É foda ver que quem escreveu isso é um à toa. Pois bem, seria “foda” se vocês utilizassem os comentários para soltarem o verbo e dar continuidade. (Lucas Augusto Silva)"
Perto da meia-noite

O amigo Adriano Clark acaba de enviar essa imagem aterrorizante da igreja do Carmo. Ele explica: "Foi tirada às 23h, com uma Canon Powershot 3,2". Ah, e sem flash. Belo efeito. Gracias, camarada. Estamos aguardando outras obras suas.
E você, está esperando o que para mandar fotos para sabarando@gmail.com?
quinta-feira, junho 16, 2005
Asfalto: ilusão de idiótica

O legado asfáltico dos últimos dez anos é como o da foto: uma camada fina, aplicada perto das urnas, que não dura um mandato.

Praticamente todos os bairros "asfaltados" têm a mesma aparência que este buraco no início da rua Mario Machado (Fogo Apagou), Centro. Que aliás precisa de reparo há meses.
Ainda há a esperança de que o atual governo desvie do caminho populista das gestões asfálticas. Mas é preciso que você também se manifeste.
Clique aqui e leia artigo sobre o tema, ô meu!

