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segunda-feira, agosto 22, 2011

segunda-feira, julho 11, 2011

NÃO precisamos de mais vereadores: O exemplo de Jaraguá do Sul inspira o Brasil



"Não precisamos de mais vereadores." O grito de indignação dos habitantes de Jaraguá do Sul não foi ouvido só pela Câmara Municipal da antenada cidade catarinense de 143 mil habitantes.

A inédita campanha de outdoors foi organizada por diversas associações comunitárias da cidade e ecoou no Brasil inteiro como prova de que a boa e velha união faz a força.

E agora serve de inspiração para diversas outras cidades que sabem que o aumento do número de vereadores não vai significar melhoria da fiscalização do Executivo, mas sim o aumento de despesas com o Legislativo. 

Os outdoors estão rodando o país via e-mails e trazem mensagens como: “Faltam médicos, medicamentos, creches e leitos hospitalares. Não precisamos de mais vereadores”. Em outro está exposto: “Salário mínimo: R$ 545,00, Professor: R$ 609,46, Vereador: R$ 7.316,00. Não precisamos de mais vereadores."


A pressão funcionou. E a Câmara de Jaraguá do Sul finalmente desistiu do aumento em sessão na última terça-feira. Oito votaram contra o aumento, só três votaram a favor. Antes da campanha, a maioria era favorável ao aumento para entre 15 e 19 vereadores.

Em Sabará a situação não poderia ser mais distante da cidade catarinense. Apesar de a classe política sabarense já comemorar abertamente a facilidade que o aumento de vereadores aqui trará para os candidatos no ano que vem, os sabarenses preferem gozar o sono profundo de cidade dormitório e não se manifestam sobre a polêmica.

Afinal, a Câmara de Sabará também poderá elevar o número de vereadores dos 11 atuais para algo entre 15 e 19. Para isso acontecer, basta que a própria Câmara aprove a mudança até outubro.

Os pretensos candidatos a vereador do ano que vem, junto de seus presidentes de partidos, são obviamente favoráveis a um legislativo municipal gordo. A maioria já discute e analisa à luz da matemática eleitoreira a troca de partidos na tentativa de candidatarem-se por legendas e coligações que exijam o mínimo possível de votos.


"Algumas pessoas mudam de partido em defesa de seus princípios. Outras mudam de princípios em defesa de seu partido." Churchill


Sonham eleger-se com 600 votos numa época em que graças a contraditórias campanhas recentes, devido a práticas questionáveis, inflacionou-se o número mínimo de maneira exponencialmente maior que o crescimento do eleitorado local. 

A cidade sem ideais ou ideologia, curiosamente, segue firme com seus mais de 20 "partidos", que na realidade são só amontoado sem sentido de dezenas de letras "P", servindo apenas de legendas de aluguel que trocam de mãos a cada eleição sabarense.

Hoje há apenas uma reunião semanal e são raros os vereadores que cumprem expediente em seus gabinetes para além do par de horas das terças-feiras. A parca pauta de projetos não aumentou em volume nem sofisticação, não demandando portanto maior número de legisladores.

Mas dada a tradicional apatia do sabarense, as chances são de que o aumento, aqui, passa fácil numa reunião ordinária, monótona e sem brilho.


P.S.: A ampliação do número de vereadores é fruto da Emenda Constitucional nº 58, aprovada pela Câmara dos Deputados em 23 de setembro de 2009, que redistribui a quantidade de vagas nas Câmaras de acordo com a população. Como Sabará fechou o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com 126.219 habitantes, o Legislativo local passou a se enquadrar no limite de 19 vereadores, previstos para os municípios entre 120 mil e 160 mil habitantes.

terça-feira, junho 28, 2011

"Banquete da Velha Safada" comemora descaradamente 300 anos de atraso da Villa



“Status quo, na Villa, é e sempre será status!” Com essa intrigante frase impressa no exterior do envelope elegante o Sabarando recebeu hoje seu primeiro convite para as celebrações julianas da cidade.



Organizado pela ONG FDP, o “Banquete da Velha Safada – Sabará 300 Anos” vem gozando de divulgação intensa, mas na opinião do blog terá participação limitadíssima (até mesmo os convites são numerados, ora!).



Afinal, ao contrario do que pensam os FDPs, a janela está aberta. Segue abaixo fac-símile do pomposo convite recebido pelo blog como torresmo para os (muitos, esperamos) que ficarão de fora.



“CONVITE nº 69 – “Banquete da Velha Safada - Sabará 300 Anos”

É com regojizo que convidamos V. Sra. a juntar-se a nós da ONG FDP (Fantasmas do Passado) no “Banquete da Velha Safada - Sabará 300 Anos”, ocasião na qual celebramos com foguetório e cuscuz a continuidade da mesmice na Villa, força esta que nos mantêm vivos, fuertes e, ora, atualíssimos.

A comilança em estilo barroco-vulgar acontece no Cravo Vermelho aos 17 de Julho de 2011, uma sexta-feira 13. V. Sra. (e madame), obviamente trajando o esporte fino das traças, irão degugustar, dentre outras iguarias (como não poderia deixar de ser), Empadinhas Frias de Mais do Mesmo, Escondidinho de Opinião, Suflê de Apatia, Torta Vadia e Bobó de Povo, a serem servidos em buffet de tradicionalíssima prataria portuguesa importada do Burokratistão lá atrás, na época em que descobria-se, e não apenas encobriasse, ouro.





Na ocasião realizar-se-a rodada de aplausos infinitos aos Lumiares do continuismo, estes cidadãos e cidadoas que à boca pequena alimentam-nos diariamente e renovam nosso reinado, nós vorazes fantasmas do passado.
(N.B.: Devido a extensão da lista de Lumiares do continuismo, pede-se a gentileza de inscrever-se com antecedência se V. Sra. deseja receber também salva de aplaplausos infinitos mas não é membro da aristocracia – N.B. 2: Bezerros sedentos, diretorias e membros de associações lucrativas sem fins lucrativos, ONGs, capitães do mato, bicheiros, bandas (de rock dos anos 80, pagode e sertanejo) e pais de santo já estão naturalmente inclusos).

Somos eternamente (!) gratos às suas atuações e puritanismo nos campos politico, social e naturalmente sobrenatural, nos quais, ao refutarem veementemente a contaminação herética pelo novo, valendo-se das clássicas mumunhas barrocas e pagode, mantêm-nos vivos, nós reacionários, mofados fantasmas do passado.


Oh, que trabalho nos deu no passado o rame rame da decapitação de cabeças hereges. Hoje já não há mais hereges na Villa e ao espetacular feito será também erguido pomposo brinde! V. Sra e associados fazem trabalho exemplar amealhando a gente de hoje em torno de unanimidades dóceis, silentes e zelosas (quem diria sua velha safada, olha o Amém, nós tolos 2.0 aí ó!).

É preciso clarificar que nós fantasmas do passado somos ecléticos e sabemos que na Villa gente jovem quase nunca representa o novo e não é alérgica ao mofo e avançada putrefação de nosso ideário, nós, aristocratas fantasmas do passado. Portanto, V. Sra. ceiará junto de reaças de todas as idades, os quais juntar-se-ão a nós em brindes a falta de brio, de opinião e inovação.

Nessa gloriosa noite os Fantasmas do Passado aproveitam o ensejo (!) e lançam (com capa duríssima folhada a ouro) o manifesto “Opa! Que Venham Mais 300!”, no qual se faz apologia descarada da manutenção do determinismo cultural e da mesmice polítitica. O documento também clarifica de uma vez por todas que nós da ONG FDP opomo-nos veementemente a qualquer tentativa de exumar a lendária cabeça de burro enterrada debaixo da piscina infantil da Praça de Esportes (independente de pretensa exumação dar-se com finalidade sócio-política, afro-religiosa ou mesmo arqueológica).

P.S.: R.S.V.P.”

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

All fact:

Sabará é colônia
Mas cheira a outra coisa

Bloco dos Unânimes, bêbado, esquece patrocínio da prefeitura e junto ao Coro dos Descontentes pergunta em ritmo de marchinha:

"Ei, você aí, você aí,

Sabe dizer quanté,

Quantéquifoi

 

Que nos custou (!)

O Carnaval de Sabará???"

 

p.x.: 1) Justiça seja feita ao Bloco dos Unânimes, já que Toba, sem titubear, saiu do armário mais uma vez como veio ao mundo, ao contrário de seus pares, sem medo de mostrar a cara: Como um simptático burrico!

2) O Coro dos Descontentes, tímido, arrogante ou nojento, sei lá, prefere não desfilar em grupelhos só porque são os pouquíssimos que não bebem na caneca oficial. Mas (ora!), na surdina, é tão colorido como o resto: tem gays, carecas, jumentos e insinceros. E este ano, a máscara Duas Caras, de novo, foi um sucesso na ala High Society!

3) Um viva! para a Duquesa, que saiu sem calcinha mais uma vez mas nunca, pudica que é, faz xixi fora do pinico!

quarta-feira, setembro 30, 2009

Rádio-peão, multiband líder de audiência na Villa, funciona em frequência clandestina (!)




Abre parênteses e cita: "O adjetivo "peão" carrega implicitamente um pré-conceito que descaracteriza o único veículo vorazmente fiel às causas populares da Villa já que "peão" está ligado a "chão de fábrica", "caboclo", "sô zé", "serviçal" e "pessoa sem instrução".

Assim, "rádio peão" traduzida ao pé-da-letra significa(a/am/fm) os discursos manifestados por cidadãos civis brasileiros incultos e/ou analfabetos funcionais do baixo escalão, clero, casta (ver POP-ulaxo). Se isso algum dia o fora (fora-o) verdade, hoje(!) sabemos que não tem validade alguma pois os discursos correm retos (corretos, coretos, pretos) pelos caminhos tortos (asfaltados ou não) da Villa. Como? Via comunicação intrapessoal (foka) e o moderno(!) correio eletrônico, do chão de praça ou pon'deonibus ao céu barrococ da alta administração (!)."

E, abrindo nova-mente, recita: "A chamada “rádio-peão” funciona em uma freqüência clandestina, porém mais do que institucionalizada. Qualquer que seja o perfil, classe social e renda da organização, tripulação ou xusma, ela é a única forma (armafo) que os agentes produtivos ou não têm para burlar os procedimentos e disfunções burocráticas estabelecidos pela administração, promovendo um fluxo constante e irregular de informações das quais as fontes nem sempre são citadas."""

p.s.: Este texto, ô meu, foi digitado com Georgia, agente que orgulha-se da improdutividade que é proba nesses tempos de mão boba

p.s.3.0.: "... das quais as fontes NEM SEMPRE são citadas." Oh, Georgia, e tu, que eres só mais uma fonte, o que me diz, cariño?

domingo, setembro 13, 2009

Pré-Sal sabarense: Caminho das pedras será Brasília ou Revolta das Bateias, já que do ouro locais só gostam do tolo

Anos Dourados para uns, mangueirada para outros: A alegria da massa assalariada na rua passa ao largo do resultado do último pregão da New York Stock Exchange, onde a Jaguar Mining fechou a U$ 9.74 com a ajuda do solo sabarense (!) e continua anunciando balanços extremamente positivos (isso é só uma legenda)


No Estadão: "Há a hipótese de as áreas de mineração serem leiloadas, em vez de entregues, como é hoje. Outro ponto é o aumento da tributação e dos royalties cobrados na mineração. "Nós, pessoas físicas, pagamos 30% de impostos. O setor de petróleo paga 60%. A mineração, 12%", comparou o Ministro das Minas e Energias, Edison Big Wolf.

 

Enquanto os royalties sobre o petróleo são de 10%, na mineração são cobrados 2%. O governo deseja elevar essa cobrança e destinar os recursos ao Fundo Social - que será formado com o dinheiro do pré-sal para investir em áreas prioritárias. A definição da alíquota depende de estudos comparativos com outros países. Uma referência citada pelo ministro é a Austrália. Lá, os royalties variam de 2,5% a 7,5%. O esboço de proposta do código está pronto. "Não saio deste ministério nem demitido enquanto não resolver isso."


Aqui na Villa, nosso pré-sal, que já é explorado, está há milhares de metros abaixo do solo verde das montanhas. Microcosmo do Brasil que é país rico com maioria de cidadãos pobres (op. cit. Ouro de Tolo: Um País de Bobos), a cidade segue praticando o silêncio típico da colônia. Mientras, (t)oneladas de ouro saem (CENSURADO/Ver Dops) da cidade.

(neca de: discussão séria sobre política do setor, postura combativa na Associação dos Municípios Mineradores, approach eficaz de políticas de geração de renda e desenvolupamento ecoconômico).

Virá a solução de Brasília, impávida como Muhammad Ali? Ou a tão temida "Revolta das Bateias" sai®á dos livros de hISTóRIA para nos salvar de nós mesmos e nossas bocarras cheias de obturações de prata? (oh!)

Enquanto isso, entretenha-se com a forma genial e cortês que o Brazil vem tratando o milionário setor num baú de 2007:

"No encontro, promovido em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais e Associação dos Municípios Mineradores do Pará, os prefeitos e representantes debateram também assuntos como a recente decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que confirmou em junho a decisão que impede as mineradoras de descontarem da base de cálculos dos royalties os custos com o frete realizado dentro das empresas. Na ponta do lápis, segundo o prefeito de Itabirito, os municípios tiveram um prejuízo de 20% sobre o valor da arrecadação total. Somente em Minas Gerais, as cidades mineradoras irão recuperar aproximadamente R$ 400 milhões do volume de arrecadação.

O prefeito afirma que o embate na Justiça começou em 2000, quando o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Amig entraram com uma ação exigindo que as mineradoras passassem a não descontar na CFEM os custos com o frete. As empresas devedoras tinham até o dia 1° de setembro para iniciar o pagamento, o que não aconteceu.

Outra pendenga judicial diz respeito a uma fiscalização do DNPM em 2005, quando o órgão identificou que as mineradoras deixaram de recolher R$ 2,2 bilhões de CFEM em Minas Gerais e mais de R$ 600 milhões no Pará. O caso está na Justiça. “A partir de uma fiscalização do DNPM, descobriu-se que quatro empresas mineradoras, a MBR, Samarco, CSN e Companhia Vale do Rio Doce, devem a cerca de 23 municípios mineiros esse valor”, afirma o presidente da Amig. 

A mudança na base de cálculo da CFEM, que passaria a ser o faturamento bruto da empresa e não o líquido, como acontece atualmente, também foi outro ponto discutido no encontro. De acordo com os presentes, a idéia é que haja mudanças, também, nas alíquotas que hoje variam de 0,2% a 3% sobre o valor do faturamento líquido e que passariam para 4% sobre o valor bruto. Para o prefeito de Itabirito, é justamente na definição da base de cálculo que surgem as maiores controvérsias sobre o real valor a ser recolhido. “O faturamento líquido, além de reduzir a hipótese de incidência, também pode induzir a sonegação”, observa Salvador."


ps: Observa Salvador! (oh!)

sábado, agosto 15, 2009

Agora o das Cidades Históricas: A PAC aprovado não se abre a boca



(?) ASSISTE AO ENTERRO DE UM PROJETO DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS POLÍTITICOS QUE O LEVARAM, EM ENVELOPE PARDO COM O BRASÃO DA VILLA, AO CEMITÉRIO

—  Esse PAC em que estás,
com palmos medido,
é a cota menor
que tiraste em vida.

— É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é o PAC que te cabe
deste latifúndio.

— Não é PAC grande,
é PAC medido,
é o PAC que querias
ver liberado.

— É um PAC grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.

— É um PAC grande
para teu defunto parco,
porém na hora das comissões
te sentirás largo.

— É um PAC grande
para tua carne pouca,
mas a PAC aprovado
não se abre a boca.


quarta-feira, agosto 12, 2009

"Terminada a cerimônia, foram TODOS para Sabará almoçar na casa do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence"



"A refeição durou uma hora e meia e Aécio não ousou tocar no assunto que o preocupava, garante um dos presentes. “Vai dar tudo certo”, confidenciou Aécio a um amigo, logo depois do almoço."

A reportagem de toques caraxotescos da Isto É (26 Set 2007), apesar de ser verdadeira (!) aula de etiqueta à mesa mineira, não revela quem, em Sabará, come mais tutu.

Duvida? Pô, leia tudo clicando aqui ó!

sábado, agosto 08, 2009

Hemos guardado un silencio bastante parecido a la estupidez

Topei (mentira) numa versão online grátis do klássico "Las Venas Abiertas de América Latina" (pega aqui!), de Eduardo Galeano.

Publicado em 1971, o livro já foi chamado (pela Wikipé, at least) de "La Biblia Latinoamericana"(!) e ganhou a simpatia imediata das alas esquerdistas atéias no fervilhante continente de então.

Hoje, Ohbama tem uma cópia, presenteada por Chávez. Se a ler, vai aprender, dentre outras coisas, que Sabará há quase trezentos anos era descrita como "un santuario para criminales, vagabundos e malhechores (!)". O livro não esclarece se necessariamente nessa ordem e não dá a mínima se a Villa mantém esforço contínuo para voltar as origens.

Mas deixa claro que, cansada de ser oficialmente informada sobre as absurdas putarias, paus-ôcos, escandalosos pecados (ui!), contrabandos e tráfico, la Corona chegou a proibir el establecimiento de cualquier ordem religiosa en el distrito minero (!). 

Hoje a Coroa não apita mais buesta ninguna e, bem, (!).


Legenda: (Clica na imagem para ler melhor)