segunda-feira, janeiro 11, 2010

Esqueleto na voz de defunto: Anúncio de velório?

Enquanto um carro de som anúncia a reabertura da maternidade da Santa Casa, outro, na voz consagrada do eterno candidato ao retorno (defunto, ele próprio?), comunica que um dos esqueletos que por décadas assombrou o hospital já está atendendo num novo consultório. Ah bom, pensei que fosse o velório do dito cu(jo).

Na Villa, os ventos tão acostumados a espalhar o budum do Gaia quase nunca trazem boas novas. Só assopram tudo de cabeça para baixo e confirmam que nessas Minas tudo muda, mas nada sai do lugar.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Nem vem com concurso que hoje é dia de sopa


(Pure Ctrl C + Ctrl V remixed babe / relaxed mood)

No artigo 3º inciso I da Constituição Federal consta que um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (esta aqui, ô meu) é a construção de uma sociedade livre, justa e solidária (livre, justa e solidária).

A investi(dura) em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.

O acesso aos cargos e empregos públicos deve ser amplo e democrático, precedido de procedimento impessoal onde se assegurem igualdade de oportunidades a todos interessados em concorrer para exercer os encargos oferecidas pelo Estado, a quem incumbirá identificar e selecionar os mais adequados mediante critérios objetivos.

No Brasil (opa!), terra de caudilhos, coronéis, chefetes, clientelismo, enxada e voto encabrestado (!), os dispositivos constitucionais, nem sempre levados em consideração pelas normas inferiores, são rigorosos de forma talvez sem par em outra nação (sic = na prática, a teoria é diferente).

Restar-nos-ia, pois, aos brasileiros e concidadãos desta Villa, munidos de tão poderosa arma em favor da democratização e da qualificação do serviço público, questionar as razões que impedem que tenhamos maior qualidade nesse setor. Estariam nosso obus (!) e nosso colete sendo devidamente utilizados?

Não há como negar, não obstante o esforço de algumas Administrações que primam pelo respeito aos princípios constitucionais pertinentes, que o instituto do concurso público não tem cumprido a sua missão em nosso país.

Não se pode negar, a par de tudo quanto dito, que não há melhor meio de seleção para o serviço público que o concurso. Com todas as suas mazelas, é o garantidor, embora não de modo pleno, do direito de que todos os que atendam às exigências legais possam ingressar nos quadros da Administração.

Cabe-nos (a você!), então, diante dos pontos aqui aligeiradamente abordados, chamar à responsabilidade os envolvidos na questão – gestores, candidatos, Ministério Público e a população em geral (esta só depois do Carnaval), convidando-os a uma reflexão, com vistas a que encontrem ou implementem as conhecidas soluções para o aperfeiçoamento da seleção por meio de concursos públicos, com o quê, inegavelmente, muito ganhará a democracia.

No caso do nepotismo resta evidente que não há qualquer fundamento para sua manutenção onde uma pequena minoria, só por ocupar posições de destaque está violando o princípio básico da igualdade, princípio este que está especificado no nosso contrato social (a constituição) e exatamente para dar efetividade ao princípio republicano que tem na isonomia sua principal fonte, é que o constituinte declarou no art. 37 que os atos da administração pública devem atender os princípios da impessoalidade e moralidade, dentre outros.

O nepotismo desrespeita a impessoalidade, na medida em que o requisito de escolha de um parente contradiz toda e qualquer vontade geral onde a impessoalidade é o vetor do estado republicano, porquanto prima pelo afastamento de todo e qualquer rumor de favores. A moralidade igualmente é conseqüência da impessoalidade e, uma vez violada esta resta evidente que é despido de moralidade o ato do agente que, administrando coisa pública o faz por critérios particulares.

Aqui:
http://www.vemconcursos.com/opiniao/index.phtml?page_id=2192
http://www.webartigos.com/articles/2586/1/concurso-pblico-e-democracia/pagina1.html
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3726

quarta-feira, setembro 30, 2009

Rádio-peão, multiband líder de audiência na Villa, funciona em frequência clandestina (!)




Abre parênteses e cita: "O adjetivo "peão" carrega implicitamente um pré-conceito que descaracteriza o único veículo vorazmente fiel às causas populares da Villa já que "peão" está ligado a "chão de fábrica", "caboclo", "sô zé", "serviçal" e "pessoa sem instrução".

Assim, "rádio peão" traduzida ao pé-da-letra significa(a/am/fm) os discursos manifestados por cidadãos civis brasileiros incultos e/ou analfabetos funcionais do baixo escalão, clero, casta (ver POP-ulaxo). Se isso algum dia o fora (fora-o) verdade, hoje(!) sabemos que não tem validade alguma pois os discursos correm retos (corretos, coretos, pretos) pelos caminhos tortos (asfaltados ou não) da Villa. Como? Via comunicação intrapessoal (foka) e o moderno(!) correio eletrônico, do chão de praça ou pon'deonibus ao céu barrococ da alta administração (!)."

E, abrindo nova-mente, recita: "A chamada “rádio-peão” funciona em uma freqüência clandestina, porém mais do que institucionalizada. Qualquer que seja o perfil, classe social e renda da organização, tripulação ou xusma, ela é a única forma (armafo) que os agentes produtivos ou não têm para burlar os procedimentos e disfunções burocráticas estabelecidos pela administração, promovendo um fluxo constante e irregular de informações das quais as fontes nem sempre são citadas."""

p.s.: Este texto, ô meu, foi digitado com Georgia, agente que orgulha-se da improdutividade que é proba nesses tempos de mão boba

p.s.3.0.: "... das quais as fontes NEM SEMPRE são citadas." Oh, Georgia, e tu, que eres só mais uma fonte, o que me diz, cariño?

terça-feira, setembro 15, 2009

Festival da Rapadura une-se a tradições mineiras cabeludas


Pedrada nada doce: Não é mole (isso, babe, é só uma legenda sem duplo-sentido)

domingo, setembro 13, 2009

Pré-Sal sabarense: Caminho das pedras será Brasília ou Revolta das Bateias, já que do ouro locais só gostam do tolo

Anos Dourados para uns, mangueirada para outros: A alegria da massa assalariada na rua passa ao largo do resultado do último pregão da New York Stock Exchange, onde a Jaguar Mining fechou a U$ 9.74 com a ajuda do solo sabarense (!) e continua anunciando balanços extremamente positivos (isso é só uma legenda)


No Estadão: "Há a hipótese de as áreas de mineração serem leiloadas, em vez de entregues, como é hoje. Outro ponto é o aumento da tributação e dos royalties cobrados na mineração. "Nós, pessoas físicas, pagamos 30% de impostos. O setor de petróleo paga 60%. A mineração, 12%", comparou o Ministro das Minas e Energias, Edison Big Wolf.

 

Enquanto os royalties sobre o petróleo são de 10%, na mineração são cobrados 2%. O governo deseja elevar essa cobrança e destinar os recursos ao Fundo Social - que será formado com o dinheiro do pré-sal para investir em áreas prioritárias. A definição da alíquota depende de estudos comparativos com outros países. Uma referência citada pelo ministro é a Austrália. Lá, os royalties variam de 2,5% a 7,5%. O esboço de proposta do código está pronto. "Não saio deste ministério nem demitido enquanto não resolver isso."


Aqui na Villa, nosso pré-sal, que já é explorado, está há milhares de metros abaixo do solo verde das montanhas. Microcosmo do Brasil que é país rico com maioria de cidadãos pobres (op. cit. Ouro de Tolo: Um País de Bobos), a cidade segue praticando o silêncio típico da colônia. Mientras, (t)oneladas de ouro saem (CENSURADO/Ver Dops) da cidade.

(neca de: discussão séria sobre política do setor, postura combativa na Associação dos Municípios Mineradores, approach eficaz de políticas de geração de renda e desenvolupamento ecoconômico).

Virá a solução de Brasília, impávida como Muhammad Ali? Ou a tão temida "Revolta das Bateias" sai®á dos livros de hISTóRIA para nos salvar de nós mesmos e nossas bocarras cheias de obturações de prata? (oh!)

Enquanto isso, entretenha-se com a forma genial e cortês que o Brazil vem tratando o milionário setor num baú de 2007:

"No encontro, promovido em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais e Associação dos Municípios Mineradores do Pará, os prefeitos e representantes debateram também assuntos como a recente decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que confirmou em junho a decisão que impede as mineradoras de descontarem da base de cálculos dos royalties os custos com o frete realizado dentro das empresas. Na ponta do lápis, segundo o prefeito de Itabirito, os municípios tiveram um prejuízo de 20% sobre o valor da arrecadação total. Somente em Minas Gerais, as cidades mineradoras irão recuperar aproximadamente R$ 400 milhões do volume de arrecadação.

O prefeito afirma que o embate na Justiça começou em 2000, quando o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Amig entraram com uma ação exigindo que as mineradoras passassem a não descontar na CFEM os custos com o frete. As empresas devedoras tinham até o dia 1° de setembro para iniciar o pagamento, o que não aconteceu.

Outra pendenga judicial diz respeito a uma fiscalização do DNPM em 2005, quando o órgão identificou que as mineradoras deixaram de recolher R$ 2,2 bilhões de CFEM em Minas Gerais e mais de R$ 600 milhões no Pará. O caso está na Justiça. “A partir de uma fiscalização do DNPM, descobriu-se que quatro empresas mineradoras, a MBR, Samarco, CSN e Companhia Vale do Rio Doce, devem a cerca de 23 municípios mineiros esse valor”, afirma o presidente da Amig. 

A mudança na base de cálculo da CFEM, que passaria a ser o faturamento bruto da empresa e não o líquido, como acontece atualmente, também foi outro ponto discutido no encontro. De acordo com os presentes, a idéia é que haja mudanças, também, nas alíquotas que hoje variam de 0,2% a 3% sobre o valor do faturamento líquido e que passariam para 4% sobre o valor bruto. Para o prefeito de Itabirito, é justamente na definição da base de cálculo que surgem as maiores controvérsias sobre o real valor a ser recolhido. “O faturamento líquido, além de reduzir a hipótese de incidência, também pode induzir a sonegação”, observa Salvador."


ps: Observa Salvador! (oh!)

sábado, agosto 15, 2009

Agora o das Cidades Históricas: A PAC aprovado não se abre a boca



(?) ASSISTE AO ENTERRO DE UM PROJETO DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS POLÍTITICOS QUE O LEVARAM, EM ENVELOPE PARDO COM O BRASÃO DA VILLA, AO CEMITÉRIO

—  Esse PAC em que estás,
com palmos medido,
é a cota menor
que tiraste em vida.

— É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é o PAC que te cabe
deste latifúndio.

— Não é PAC grande,
é PAC medido,
é o PAC que querias
ver liberado.

— É um PAC grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.

— É um PAC grande
para teu defunto parco,
porém na hora das comissões
te sentirás largo.

— É um PAC grande
para tua carne pouca,
mas a PAC aprovado
não se abre a boca.


quarta-feira, agosto 12, 2009

"Terminada a cerimônia, foram TODOS para Sabará almoçar na casa do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence"



"A refeição durou uma hora e meia e Aécio não ousou tocar no assunto que o preocupava, garante um dos presentes. “Vai dar tudo certo”, confidenciou Aécio a um amigo, logo depois do almoço."

A reportagem de toques caraxotescos da Isto É (26 Set 2007), apesar de ser verdadeira (!) aula de etiqueta à mesa mineira, não revela quem, em Sabará, come mais tutu.

Duvida? Pô, leia tudo clicando aqui ó!

"Aécio terá que se explicar à Polícia Federal", diz Novo Jornal



Segundo publicação, "as investigações estariam relacionadas ao caso do mensalão, Lista de Furnas e investigação sobre a licitação com recursos do programa federal “Luz para Todos”, além de doações eleitorais irregulares, após apreensão de relação na Construtora Camargo Correia".

O Novo Jornal diz também que "quase uma dúzia de auxiliares do governador Aécio Neves já está sendo investigada pela Polícia Federal, sem dizer os conselheiros do Tribunal de Contas de Minas Gerais e diversos deputados estaduais e federais, além da quase totalidade dos prefeitos da Região Metropolitana, em conjunto com dirigentes de autarquias e empresas públicas mineiras".

Leia a íntegra da notícia no Novo Jornal clicando aqui.

sábado, agosto 08, 2009

Hemos guardado un silencio bastante parecido a la estupidez

Topei (mentira) numa versão online grátis do klássico "Las Venas Abiertas de América Latina" (pega aqui!), de Eduardo Galeano.

Publicado em 1971, o livro já foi chamado (pela Wikipé, at least) de "La Biblia Latinoamericana"(!) e ganhou a simpatia imediata das alas esquerdistas atéias no fervilhante continente de então.

Hoje, Ohbama tem uma cópia, presenteada por Chávez. Se a ler, vai aprender, dentre outras coisas, que Sabará há quase trezentos anos era descrita como "un santuario para criminales, vagabundos e malhechores (!)". O livro não esclarece se necessariamente nessa ordem e não dá a mínima se a Villa mantém esforço contínuo para voltar as origens.

Mas deixa claro que, cansada de ser oficialmente informada sobre as absurdas putarias, paus-ôcos, escandalosos pecados (ui!), contrabandos e tráfico, la Corona chegou a proibir el establecimiento de cualquier ordem religiosa en el distrito minero (!). 

Hoje a Coroa não apita mais buesta ninguna e, bem, (!).


Legenda: (Clica na imagem para ler melhor)

É impossível Sabarar só: A blogsfera municipal já existe

Em 2005 (!) o Sabarando sorrateiramente (e só?) rompeu o hímen das terras virgens da blogsfera sabarense (pedante). Sem a mesma sorte dos bandeirantes, não encontrou ouro de aluvião digital, só idéias bastante verdes que brotavam no bananal de então.

Vai, vai. Hoje, já  sem frescura nenhuma, ela (a blogsfera sabaroa, não os bananas) começa a mostrar uma bem-vinda diversidade.

Acompanhe ali à direita (sem duplo-sentido) no Sabaradas Dissonantes a cara da blogsfera local. 

sexta-feira, julho 31, 2009

Marcha dos mortos: Presságio de álgido horror?

Essa marcha dos mortos rumo do centro de Antares seria descrita mais tarde em prosa barroca por Lucas Faia:

"Foi na última sexta-feira 13 deste cálido e, já agora, trágico dezembro. O dia amanheceu luminoso, de céu limpo e translúcido, e a nossa cidade, o rio e as campinas em derredor semelhavam o interior duma imensa catedral plateresca, toda laminada pelo ouro dum sol que mais parecia um ostensório suspenso no altar do firmamento. As cigarras cantavam nas árvores e as formigas trabalhavam na terra, bem como na fábula do grande La Fontaine. Tudo parecia em paz no mundo. Era mais um dia na vida de Antares - pensavam decerto os que despertavam para a faina cotidiana. Mas ai! Mal sabiam eles do álgido horror que os esperava!"

domingo, julho 05, 2009

Funk é trilha da Villa em tempos ridículos: A cidade dormitório ronca

Enquanto ainda tenta-se descobrir quem por aqui inventou a favela deixa-se de perceber que os fracassos sócio-políticos sabarenses ultrapassaram o cômico e o caricato típico do interior mineiro e chegaram ao absurdo.

Não? Então quem é capaz de explicar, em alto e bom som, o silêncio cordial ubíquo que ora assola esta Villa onde o funk é mais que a trilha sonora do baile que estamos levando?

sexta-feira, setembro 26, 2008

Progress: Ô!

E depois de meses de campanha, compra e venda de votos, vetos, decretos, passadas as carreatas, as farsas, as fodas, esquecidos os santos e os cantos, depois de promessas muito cumpridas, de esperanças bem esperadas, bem depois, todos empossados, empossados, (empossados), a cidade retomou sua rotina habitual. E nos próximos quatro anos não se falou mais nisso.

Mais do mesmo

De cara chata na parede,
Olha lá, é, é mesmo ele!

De posse de todos os canais,
fez, que fez, e olhaí!

Já é, para os anais
só
mais
um...

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

As time goes by...

Ah, infrutífero exercício do "e se..."

Se é incapaz de emendar erros que agora parecem simples estupidez, pelo menos mata o tempo.

Naquela histórica (História é algo que não aconteceu contado por alguém que não estava lá, Millôr) cãovenção do portentoso (opa!) PMDB da Villa de então (1996) que iria decidir o nome do próximo candidato a prefeito...

E se o Doutor então prefeito e todo-popôderoso tivesse adivinhado no que daria e indicado Sérgio...

Os humores da cidade teriam pastado em outras paragens, quiçá desertas de cabritas...

E a última década teria sido mais verde, não só dada a patente predileção do atual prefeito pela cor, mas antes por sua declarada falta de vocação para se entregar aos popopulismos terríveis que dilaceraram a cidade...

Se em meados dos 90 nos apresentaram o populismo manufaturado tal qual tijolo caseiro, o outro, na sequência, o industrializou, elevando-o a níveis insuportáveis de cretinismo falsamente abençoado.

E se... Ora, e bolas.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Irmã do prefeito gari no Piauí???

Direto do site da Amarribo: "Em Campo Maior, no Piauí, acontece de tudo: irmã do prefeito (que também é empresária) recebendo como gari, delegado de polícia recebendo como vigilante, policial civil (que também é engenheiro civil) recebendo como pedreiro, e por aí vai. Já foram feitas várias denúncias e representações para os órgãos públicos encarregados da fiscalização, mas o desmantelo continua." Clica aqui para ler tudo.

Contos da Carochinha Revisited

Era uma vez, numa Villa que só existia dentro de um boato dentro de um vale-refeição, um homem que ouviu um boato.

Contaram-lhe-lhe que que: Ali (ora, lá), para ser dono de um pedaço de chão, torrão, bastava levar o título de eleitor ao senhor da Villa que, usando de todo seu cu-nhecimento, magia negra, influência, macumba, mandinga (e uma pitadinha de maledicência), iria, ora Deus nos ajude, sacar dos números do tal título um lolote.

E, opa, jagunço, montado em seu Odoríco (o homem que ouviu um boato tinha uma CG Tititantan que decidira chamar de Odoríco), partiu para lá.

E para sua surpresa, o homem que ouviu um boato, ao sacar o titítulo frente aos olhos do senhor da Villa, viu acontecer ali uma tal magia sem igual. Três profusões de palavrórios, Deus nos ajude, nos acude, nos guia e guie e, nossa senhora dos terrenos e remendos, nos fundos dos cafundós e dó dós, ele ia mas ia sim sinhô arrumar um jeito, um jeitinho.

E titítulo anotado no caderninho negro do senhor, foi providenciado um café fervido em meia no gabinenête enquanto se esperava o esperado anunciado.

Ora, enquanto isso o senhor era só simpatia seu pai e suas tia, tudo bem muito bem bem bem, esse ano Deus vai e vamos juntos e nossa senhora sô sô sá sá. E quando o homem que ouviu um boato ia pegando seu boné (mas eu só ponho meu boné onde eu possa apanhar...), o senhor da Villa nototou a irritação do homem e deu a ordem via MSN no seu nonotebook: "Esse lolote sá-sai ou não sai??? P.s.: Anda senão o homem que ouviu um boato monta no Odoríco e olha a eleição aí kct pqp!!!".

Ora e veja bem. Num estalo o lolote apareceu e o homem que ouviu um boato mal se aguentava. E chorava e chilreava, fazendo a dança da chuva no gagabinete do senhor. Eita!

Moral da história: O homem que ouviu um boato, agora loloteado, vendeu Odoríco e mudou-se para Sabará. O senhor da Villa que só existia dentro de um boato dentro de um vale-refeição, como bom personagem de contos carachotescos, assombra o pobre-coitado em noite de lua, em cima de uma urna-sem-cabeça.

From: Contos Carachotescos Revisited - Anta-logia de Mula-Sem-Cabeça

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

2 por 1

Hoje tem de tudo na praça.

Agora mesmo um paraplégico evangélico de gravata, sentado em sua cadeira de rodas, está parado ao lado de um corsa vendendo CD's de música sertanejosa (sertaneja + religiosa).

O pior é que um visitante desavisado pediu para tirar fotos ao lado do moço, pensando se tratar de gozação de Carnaval...

Hoje tem de tudo na praça, e amanhã tem mais ainda. Opa!

Retornar

Do barroco
ao barraco

que barato!

Sem mapa
eira ou beira

o cavaco

E chora o cara
que lembra

de ter visto ali,
bem ali, Ó!

Um poema.