sábado, agosto 15, 2009

Agora o das Cidades Históricas: A PAC aprovado não se abre a boca



(?) ASSISTE AO ENTERRO DE UM PROJETO DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS POLÍTITICOS QUE O LEVARAM, EM ENVELOPE PARDO COM O BRASÃO DA VILLA, AO CEMITÉRIO

—  Esse PAC em que estás,
com palmos medido,
é a cota menor
que tiraste em vida.

— É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é o PAC que te cabe
deste latifúndio.

— Não é PAC grande,
é PAC medido,
é o PAC que querias
ver liberado.

— É um PAC grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.

— É um PAC grande
para teu defunto parco,
porém na hora das comissões
te sentirás largo.

— É um PAC grande
para tua carne pouca,
mas a PAC aprovado
não se abre a boca.


quarta-feira, agosto 12, 2009

"Terminada a cerimônia, foram TODOS para Sabará almoçar na casa do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence"



"A refeição durou uma hora e meia e Aécio não ousou tocar no assunto que o preocupava, garante um dos presentes. “Vai dar tudo certo”, confidenciou Aécio a um amigo, logo depois do almoço."

A reportagem de toques caraxotescos da Isto É (26 Set 2007), apesar de ser verdadeira (!) aula de etiqueta à mesa mineira, não revela quem, em Sabará, come mais tutu.

Duvida? Pô, leia tudo clicando aqui ó!

"Aécio terá que se explicar à Polícia Federal", diz Novo Jornal



Segundo publicação, "as investigações estariam relacionadas ao caso do mensalão, Lista de Furnas e investigação sobre a licitação com recursos do programa federal “Luz para Todos”, além de doações eleitorais irregulares, após apreensão de relação na Construtora Camargo Correia".

O Novo Jornal diz também que "quase uma dúzia de auxiliares do governador Aécio Neves já está sendo investigada pela Polícia Federal, sem dizer os conselheiros do Tribunal de Contas de Minas Gerais e diversos deputados estaduais e federais, além da quase totalidade dos prefeitos da Região Metropolitana, em conjunto com dirigentes de autarquias e empresas públicas mineiras".

Leia a íntegra da notícia no Novo Jornal clicando aqui.

sábado, agosto 08, 2009

Hemos guardado un silencio bastante parecido a la estupidez

Topei (mentira) numa versão online grátis do klássico "Las Venas Abiertas de América Latina" (pega aqui!), de Eduardo Galeano.

Publicado em 1971, o livro já foi chamado (pela Wikipé, at least) de "La Biblia Latinoamericana"(!) e ganhou a simpatia imediata das alas esquerdistas atéias no fervilhante continente de então.

Hoje, Ohbama tem uma cópia, presenteada por Chávez. Se a ler, vai aprender, dentre outras coisas, que Sabará há quase trezentos anos era descrita como "un santuario para criminales, vagabundos e malhechores (!)". O livro não esclarece se necessariamente nessa ordem e não dá a mínima se a Villa mantém esforço contínuo para voltar as origens.

Mas deixa claro que, cansada de ser oficialmente informada sobre as absurdas putarias, paus-ôcos, escandalosos pecados (ui!), contrabandos e tráfico, la Corona chegou a proibir el establecimiento de cualquier ordem religiosa en el distrito minero (!). 

Hoje a Coroa não apita mais buesta ninguna e, bem, (!).


Legenda: (Clica na imagem para ler melhor)

É impossível Sabarar só: A blogsfera municipal já existe

Em 2005 (!) o Sabarando sorrateiramente (e só?) rompeu o hímen das terras virgens da blogsfera sabarense (pedante). Sem a mesma sorte dos bandeirantes, não encontrou ouro de aluvião digital, só idéias bastante verdes que brotavam no bananal de então.

Vai, vai. Hoje, já  sem frescura nenhuma, ela (a blogsfera sabaroa, não os bananas) começa a mostrar uma bem-vinda diversidade.

Acompanhe ali à direita (sem duplo-sentido) no Sabaradas Dissonantes a cara da blogsfera local. 

sexta-feira, julho 31, 2009

Marcha dos mortos: Presságio de álgido horror?

Essa marcha dos mortos rumo do centro de Antares seria descrita mais tarde em prosa barroca por Lucas Faia:

"Foi na última sexta-feira 13 deste cálido e, já agora, trágico dezembro. O dia amanheceu luminoso, de céu limpo e translúcido, e a nossa cidade, o rio e as campinas em derredor semelhavam o interior duma imensa catedral plateresca, toda laminada pelo ouro dum sol que mais parecia um ostensório suspenso no altar do firmamento. As cigarras cantavam nas árvores e as formigas trabalhavam na terra, bem como na fábula do grande La Fontaine. Tudo parecia em paz no mundo. Era mais um dia na vida de Antares - pensavam decerto os que despertavam para a faina cotidiana. Mas ai! Mal sabiam eles do álgido horror que os esperava!"

domingo, julho 05, 2009

Funk é trilha da Villa em tempos ridículos: A cidade dormitório ronca

Enquanto ainda tenta-se descobrir quem por aqui inventou a favela deixa-se de perceber que os fracassos sócio-políticos sabarenses ultrapassaram o cômico e o caricato típico do interior mineiro e chegaram ao absurdo.

Não? Então quem é capaz de explicar, em alto e bom som, o silêncio cordial ubíquo que ora assola esta Villa onde o funk é mais que a trilha sonora do baile que estamos levando?

sexta-feira, setembro 26, 2008

Progress: Ô!

E depois de meses de campanha, compra e venda de votos, vetos, decretos, passadas as carreatas, as farsas, as fodas, esquecidos os santos e os cantos, depois de promessas muito cumpridas, de esperanças bem esperadas, bem depois, todos empossados, empossados, (empossados), a cidade retomou sua rotina habitual. E nos próximos quatro anos não se falou mais nisso.

Mais do mesmo

De cara chata na parede,
Olha lá, é, é mesmo ele!

De posse de todos os canais,
fez, que fez, e olhaí!

Já é, para os anais
só
mais
um...

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

As time goes by...

Ah, infrutífero exercício do "e se..."

Se é incapaz de emendar erros que agora parecem simples estupidez, pelo menos mata o tempo.

Naquela histórica (História é algo que não aconteceu contado por alguém que não estava lá, Millôr) cãovenção do portentoso (opa!) PMDB da Villa de então (1996) que iria decidir o nome do próximo candidato a prefeito...

E se o Doutor então prefeito e todo-popôderoso tivesse adivinhado no que daria e indicado Sérgio...

Os humores da cidade teriam pastado em outras paragens, quiçá desertas de cabritas...

E a última década teria sido mais verde, não só dada a patente predileção do atual prefeito pela cor, mas antes por sua declarada falta de vocação para se entregar aos popopulismos terríveis que dilaceraram a cidade...

Se em meados dos 90 nos apresentaram o populismo manufaturado tal qual tijolo caseiro, o outro, na sequência, o industrializou, elevando-o a níveis insuportáveis de cretinismo falsamente abençoado.

E se... Ora, e bolas.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Irmã do prefeito gari no Piauí???

Direto do site da Amarribo: "Em Campo Maior, no Piauí, acontece de tudo: irmã do prefeito (que também é empresária) recebendo como gari, delegado de polícia recebendo como vigilante, policial civil (que também é engenheiro civil) recebendo como pedreiro, e por aí vai. Já foram feitas várias denúncias e representações para os órgãos públicos encarregados da fiscalização, mas o desmantelo continua." Clica aqui para ler tudo.

Contos da Carochinha Revisited

Era uma vez, numa Villa que só existia dentro de um boato dentro de um vale-refeição, um homem que ouviu um boato.

Contaram-lhe-lhe que que: Ali (ora, lá), para ser dono de um pedaço de chão, torrão, bastava levar o título de eleitor ao senhor da Villa que, usando de todo seu cu-nhecimento, magia negra, influência, macumba, mandinga (e uma pitadinha de maledicência), iria, ora Deus nos ajude, sacar dos números do tal título um lolote.

E, opa, jagunço, montado em seu Odoríco (o homem que ouviu um boato tinha uma CG Tititantan que decidira chamar de Odoríco), partiu para lá.

E para sua surpresa, o homem que ouviu um boato, ao sacar o titítulo frente aos olhos do senhor da Villa, viu acontecer ali uma tal magia sem igual. Três profusões de palavrórios, Deus nos ajude, nos acude, nos guia e guie e, nossa senhora dos terrenos e remendos, nos fundos dos cafundós e dó dós, ele ia mas ia sim sinhô arrumar um jeito, um jeitinho.

E titítulo anotado no caderninho negro do senhor, foi providenciado um café fervido em meia no gabinenête enquanto se esperava o esperado anunciado.

Ora, enquanto isso o senhor era só simpatia seu pai e suas tia, tudo bem muito bem bem bem, esse ano Deus vai e vamos juntos e nossa senhora sô sô sá sá. E quando o homem que ouviu um boato ia pegando seu boné (mas eu só ponho meu boné onde eu possa apanhar...), o senhor da Villa nototou a irritação do homem e deu a ordem via MSN no seu nonotebook: "Esse lolote sá-sai ou não sai??? P.s.: Anda senão o homem que ouviu um boato monta no Odoríco e olha a eleição aí kct pqp!!!".

Ora e veja bem. Num estalo o lolote apareceu e o homem que ouviu um boato mal se aguentava. E chorava e chilreava, fazendo a dança da chuva no gagabinete do senhor. Eita!

Moral da história: O homem que ouviu um boato, agora loloteado, vendeu Odoríco e mudou-se para Sabará. O senhor da Villa que só existia dentro de um boato dentro de um vale-refeição, como bom personagem de contos carachotescos, assombra o pobre-coitado em noite de lua, em cima de uma urna-sem-cabeça.

From: Contos Carachotescos Revisited - Anta-logia de Mula-Sem-Cabeça

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

2 por 1

Hoje tem de tudo na praça.

Agora mesmo um paraplégico evangélico de gravata, sentado em sua cadeira de rodas, está parado ao lado de um corsa vendendo CD's de música sertanejosa (sertaneja + religiosa).

O pior é que um visitante desavisado pediu para tirar fotos ao lado do moço, pensando se tratar de gozação de Carnaval...

Hoje tem de tudo na praça, e amanhã tem mais ainda. Opa!

Retornar

Do barroco
ao barraco

que barato!

Sem mapa
eira ou beira

o cavaco

E chora o cara
que lembra

de ter visto ali,
bem ali, Ó!

Um poema.

quinta-feira, julho 21, 2005

Banco de dados comunitário, por Lucas A. P. Silva

O amigo Lucas A. P. Silva enviou o texto que vossa excelência lê aí embaixo. E vamos que vamos!

"Um dos maiores males que atinge nossos governantes é o desenvolvimento de projetos sem informações precisas. Não é hábito por aqui trabalhar com números claros da realidade e metas definidas. A nossa administração prefere ficar por aí disparando tiros ao acaso do que ter um alvo.

Por exemplo, não se sabe quantas pessoas realmente passam fome em Sabaráh, mas mesmo assim todos insistem em fazer campanhas de arrecadação de alimentos. Por isso são comuns casos de famílias que abandonaram o emprego e passaram a viver somente de doações de cestas básicas, já que eram ajudadas por mais de uma entidade

Isso ocorre não por culpa das entidades. Afinal, elas desconhecem quem realmente está sendo ajudado. Mas problemas como esse seriam facilmente resolvidos com a criação de um banco de dados comunitário, de acesso livre para ONGs, associações e principalmente a prefeitura.

E mais, este banco de dados poderia responder a algumas perguntas, como: quantos são os desempregados no município? Quantos são os analfabetos? Qual o índice de evasão escolar? Onde estas pessoas se encontram? Onde há alta taxa de violência? Por onde a saúde anda precária? ...?

E através de uma análise desse banco de dados comunitário e avaliações periódicas a prefeitura poderia sim executar projetos onde eles realmente são necessários. (por Lucas A. P. Silva)"

segunda-feira, julho 18, 2005

Mensalão, mesada e, ora, comissão

A vantagem de Sabará é essa sua eterna cara de que nada está acontecendo. Cara de paisagem, como alguns dizem. Mas a vista daqui já não é das melhores...

E, ora. Probidade e ética, hoje, não são mais a ausência do pecado com a coisa pública (opa!). Mas é o discurso do ilícito ainda não descoberto. Honesto não é mais o que não rouba, mas o ladrão que ainda não foi pego.

Sabará me dá essa sensação permanente de tapete que cobre mais que o chão. Aqui, há falta de escândalos ou... bom, um poeminha e fim de papo.

Enquanto Brasília
chafurda na lama,
aqui ainda se mama.

Na capital federal
merda no ventilador.

Na velha Villa,
beija mão do senhor.

E ai de quem
apontar o horror!

Guarda Municipal: salto alto? Mas já?

Menos de uma semana nas ruas. Nenhuma resposta às nossas perguntas. E a Guarda Municipal já é alvo de comentários como o do leitor abaixo:

"Olha, esse negócio de se omitir tem hora que não dá. Tudo bem que essas festas de aniversário da cidade acontecem no mundo todo, mas como estamos aqui temos que elogiar ou criticar aqui. Eu sabia que a guarda municipal não estaria preparada para atuar tão rápido, sabemos que o aprendizado foi pouco e em pouco tempo para que pessoas sem a menor noção de leis e deveres civis assumissem essa carga. Deu no que está dando. E isso já tinha sido cogitado neste blog. Eles colocaram uniformes e pronto. Estão acima de tudo. Já não bastava a civil e militar agora temos a municipal andando de salto alto e isso foi muito rápido. Tenho andado nas madrugadas e cadê eles? Gostaria de saber onde foi e por quem foram dadas as aulas para eles. Será que a pessoa que os chefia tem cursos nessa área? Ou mais uma vez estamos levando (pagando) gato por lebre?"

A leitora Thaty TJ também questionou:

"Só uma coisa eu não entendi ainda dessa guarda... e no site da prefeitura não tem resposta... Quando foi o concurso?"

Ah! São tantas as dúvidas... As perguntas sobre o assunto foram feitas aqui no blog no dia em que a guarda foi parar na rua (não entenda mal). Clica aqui para ver se concorda com elas!

sábado, julho 16, 2005

A informação é o melhor antídoto contra a corrupção

Quanto custa o festival?

Uma pergunta simples. Por isso, assim como eu, os leitores não estão entendendo onde está a dificuldade em respondê-la prontamente. Ela, a pergunta, está no ar desde as 11h27 do dia 14, quinta-feira, no post logo abaixo deste.

Aguardamos a resposta, que é algo que deveria ser explícito sem necessidade de questionamentos, haja vista que esse foi um tema cercado de controvérsias aqui na cidade nos últimos anos. Sem respostas, continuará a levantar suspeitas sobre a lisura no trato com o erário.

Enquanto aguardamos, lembro do ítem quatro das recomendações da Transparência Brasil para novos prefeitos:

"Publique a execução orçamentária - A informação é o melhor antídoto contra a corrupção. A prefeitura deve publicar o orçamento e sua execução na Internet, em paínéis situados em pontos de grande afluxo de pessoas e em outros veículos de comunicação. Combata a tendência dos funcionários de tratar informação oficial como se fosse de seu uso particular."

Essas e as outras recomendações são lições precisas contra a corrupção que ainda não foram sequer ouvidas em Sabará. Foram publicadas na íntegra aqui no Sabarando no dia 5 de junho, sem que ninguém desse a menor bola (inclusive a prefeitura, claro). Para ler esse texto essencial, Clica aqui!

quinta-feira, julho 14, 2005

Quanto custa o festival?

Segue abaixo o pedido de informações que acabo de enviar à prefeitura via e-mail ao setor de Comunicação e à Secretaria de Cultura:

"Caríssimos,

Procurei em vosso site informações sobre o custo do Festival de Inverno, mas não encontrei. Portanto, solicito que enviem-nos as seguintes informações, para divulgação em nosso blog:

1- Qual o custo total da prefeitura com o Festival (aluguéis diversos de som, palco, barracas, custeio da programação, etc., e as empresas envolvidas)?

2- Quais os shows, espetáculos e oficinas, e seus artistas/responsáveis contratados, e seus respectivos cachês?

3- De que maneira a parceria com o UNI-BH se deu no aspecto financeiro? Foi investida alguma quantia na cidade ou o apoio é apenas cultural, com a cessão de espetáculos, por exemplo?

(Os leitores do Sabarando estão cientes desta solicitação de informações)

Cordialmente,
Vitor Hugo Munaier, editor."

O lixo, o luxo: um a zero para o primeiro

O luxo, o lixo: um a zero para o segundo

Enquanto a sonhadora noiva é fotografada no belo cenário da igreja do Rosário, uma das entradas laterais do monumento tem entulho amontoado há séculos.

A foto foi tirada nesta semana, em pleno "festival" de inverno, quando a cidade está "lotada" de turistas, que certamente vão até esta igreja, a mais central.

Eita que quando a realidade enfia o dedo na cara dos discursos não há governo que resista...