terça-feira, junho 25, 2013

"Politização Miojo" - Pronta pra digerir em 3 minutos, mas nada saudável no longo prazo...

Cuidado: Gigante bêbado atravessando a pista...

Cacete, o "pense globalmente aja localmente" ainda faz algum sentido? Sei (sabemos todos!) de político que agora, nas últimas municipais, fez campanha operando nas brechas que o sistema ainda tem abertas (propaganda muito possivelmente paga com verba do município de forma obscura, conchavos que minam exatamente o cerne do que foi prometido na campanha, fortes indícios de compra de votos em distritos paupérrimos nos quais nunca haviam pisado e só voltarão nas próximas eleições, etc).

Esses caras, esses caras (!) foram a público (youtube, fb, etc et allll) agora em apoio às manifestações! 


Ok, de nego que resolve entrar e operar no sistema dessa forma não se pode esperar nada. O pior é ver conhecidos seus surfando a onda da "politização instantânea" que não querem, não conseguem ou têm preguiça de fazer a leitura completa da parada e usarem a mesma mão que atira pedra em manifestações para aplaudir exatamente esse tipo de gente.


Cacete, o que é pior: Um gigante adormecido ou um gigante desperto, mas bêbado e disléxico???

Em defesa do colombiano da Santa Casa!

Cara, na Inglaterra, Austria, Espanha, etc, geralmente tem médico estrangeiro, balconista estrangeiro, babá estrangeira, caixa de McDonald's estrangeiro, professor estrangeiro, puta estrangeira, sociólogo estrangeiro - muitos deles brasileiros (não me refiro às putas, mas principalmente aos sociólogos). E não é o Brasil de certa forma uma nação de estrangeiros que já estão aí há muito tempo e aprenderam a falar português? Quando há um influxo de estrangeiros num país, principalmente no que é comumente chamado de "os serviços que ninguém mais quer fazer", normalmente se observa uma melhora na economia e o fenômeno dos "locais" migrando para profissões mais bem remuneradas. Quem sentiu na pele o "ser estrangeiro" se sente um pouco na obrigação de defender nossos hermanos. Cacete, e o Colombiano que nos atendeu outro dia na Santa Casa foi super gentil, seria uma pena se ele tivesse que sair de um país que já se considerou multicultural exatamente por um racismo surgido na ressaca dos efeitos da "politização miojo" (pronta pra digerir em 3 minutos, mas nada saudável no longo prazo).

20 centarros

Ressonância da Resistência ou Cultura de Protesto? Está realmente tudo conectado ou estamos catando souvenirs da História? Meus 20 centarros

Na home do Occupy Wall Street chamam de "ressonância da resistência" e já enxergam uma guerra de classes global (http://occupywallst.org/).

Há a questão já levantada da Cultura do Protesto (primeiro as flash mobs de guerras de travesseiros, agora os flash protesters globais, envolvidos talvez por free hugs for all), linkada um pouco ao que Antonio Prata na folha já rabiscou tentando digerir a salada russa brasileira: "(...) Ou a própria passeata extingue o impulso de revolta que a criou e voltamos todos para o mundinho idêntico de todos os dias, com a sensação apaziguadora de que "fiz a minha parte"?"

A propaganda agora não é mais a propaganda, ela somos nós aqui no FB, que com um milhão de curtidas transformamos tudo em verdade, fato, fé (e muitas vezes foda-se). Esta agora a propaganda que nos urge acreditar que tudo está conectado (não são só os entusiastas de uma nova consciência democrática global que defendem tal visão - Comerciais de carro e celular também), e é mais difícil e condenável (racismo digital?) hoje não se massificar, a curtir e sentir-se parte, do que o era antes resistir a antiga propaganda (e aí toda a velha conversa sobre o homem como gado, massa e seus conhecidos efeitos ampliados pelos efeitos inebriantes de wifi sem gelo).

Seria a novidade em si a maior novidade?

Confesso que meu problema foi mesmo ter começado a ler o Antifragile do Nassin Taleb no meio disso tudo... Não ajuda em nada a crer em algo tão linear e sólido como o propalado conceito de momento histórico, do despertar do gigante - Cacete, já não tínhamos concordado outro dia que o gigante já tinha acordado (mais uma vez)?http://adsoftheworld.com/media/tv/johnnie_walker_keep_walking_brazil

E quer queiramos ou não, o gigante foi, é e sempre será o que somos. Parte do tempo acordados, parte dormindo, ficamos de porre (e ressaca), bocejamos e festejamos, depois sacodimos a poeira e damos a volta por onde quer que queiramos. Se não somos arianos no dia-a-dia, e o gigante somos nós, o gigante só será impecável (louro de olhos azuis alguém?) na medida que o formos. Afinal se o país somos nós todos juntos, a contradição, a não-linearidade a a complexidade dessa massa continental e humana jamais obedecerá na marra ao slogan da bandeira (que talvez seria até mais interessante só com as cores e as estrelas).

Cacete, joga aí no caldeirão também essa loucura toda que as novas ferramentas causam, ou sou só eu sentindo uma ânsia no ar de se poder dizer "fiz História, fiz parte da História", preocupando-se imensamente em criar imagens pessoais de conexão com o que quer que esteja trending today. Muitos pracinhas voltaram para o Brasil da Segunda Guerra com seus souvenirs da História: Insígnias arrancadas de uniformes alemães, postais dos líderes do eixo enforcados.

Mas isso no fim da guerra - Enquanto estavam em combate não paravam para tirar uma foto e postar para os amigos... Por mais sedutora que seja a ideia, não somos nós quem decidimos o que é História, postando tudo loucamente (cacete, não existe posteridade em nada disso afinal de contas, já que hoje se vive 50 anos em cinco em termos de tecnologia e todo o circo de redes sociais de hoje já está sendo substituído diante de nossos olhos).

Quando as bandeiras forem enroladas, temos que encarar uma nova rotina de uma nova atitude permanente se quisermos ir além das listas de demandas ao Estado postadas ad infinitum. Para manter o gigante alerta, barbeado, sóbrio e na linha, não podemos mais cochilar e esperar o próximo momento Histórico em alguns anos.

(putz esse cara tem mais de 30, claramente!) Poderíamos então combinar de fazer disso tudo só um processo que começa com o arroubo (!) da paixão mas que terá que seguir focado, consistente com ações individuais, de longo prazo, engajamento prático mesmo que nas velhas formas conhecidas de organização (associações, grupos de trabalho, acompanhamento parlamentar, ações de melhoria comunitárias, propostas de reforma política, tributária, social, ONGs (as sérias) e o escambau) (falei que era um velho escrevendo?)

Pô, isso só vira História se combinarmos, cada um, de continuar dando seus 20 centavos. Todo dia - Como faz o trabalhador que toma o ônibus lotado - Mesmo sem ter ninguém olhando.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Atitude é Saber e Poder Posicionar-se: Por isso este ano meu voto vai para Adriano Clark 28800

Queridos amigos, se tivesse que apontar apenas uma característica fundamental para termos uma Câmara competente escolheria a atitude independente de seus ocupantes. Sem independência, de nada valem ideias ou projetos, juventude ou experiência, formação ou preparo, etc. Mas um vereador que SABE, PODE e SE POSICIONA faz toda a diferença, principalmente num Legislativo historicamente apático, submisso ao prefeito de plantão. E para que serve a Câmara senão para fiscalizar, legislar e engajar-se de forma competente nas grandes questões para o avanço da cidade? E só com atitude e independência se fiscaliza, se legisla, se cobra e se realiza de modo imparcial, sem conflito de interesses. Da maneira que tem que ser. Adriano Clark tem atitude e independência para se posicionar. E por isso conquistou meu voto para vereador nesta eleição. Se você também quer um Legislativo que cumpra de fato suas funções e ainda não tem candidato, dê também um voto de confiança para Adriano Clark, 28800.



segunda-feira, setembro 26, 2011

Xeque em cinco jogadas

Olhe bem para as listas desse site: http://filiaweb.tse.gov.br/filiaweb/


Consulte todos os part-idos, seus filiados...


Essas listas, para o sabarense comum, são só amontoado de nomes.


Para quem joga o jogo da política local, é tabuleiro cheio de peças.


Quem entender sua movimentação até o início do mês que vem tem chances de enxergar dez jogadas à frente. E talvez antecipar o xeque-mate.

sábado, setembro 24, 2011

Seis por meia dúzia é novo regime para velho povo

"Mais duas gerações e os chimpanzés chegam ao poder no Brasil. Sem revolução. Pelo voto." - Reinaldo Azevedo, jornalista



A possibilidade de mudança, o novo, um futuro melhor - ideias que seduzem a todos na cidade.


Mas na prática o "Yes, we can!" prova-se mais complicado. Nem nas novelas os salvadores da pátria sustentam-se como heróis em todos os capítulos.


Trocar de governo, dada a infra-estrutura democrática mínima que já temos, é legal, simples, tem data marcada.


Portanto o que me aflige mais não é a mudança dos nomes dos que ocupam o governo municipal hoje. 


Isso é inevitável, natural e necessário.




Seis e meia dúzia: Farinha do mesmo saco


Mais que discutir mudança preocupo-me com o que vem depois da mudança. Atemo-nos demais a troca de regime, enquanto nosso maior desafio é a evolução de mentalidade, o avanço intelectual e cultural do complexo caldeirão reacionário, insosso e sócio-economicamente acomodado que hoje define o sabarense médio.


O alheiamento ao mundo, o atraso, o prostituir-se pela zona de conforto medíocre, a deselegância e a pequenez, a carência de visionários que ofereçam as bases de um sonho novo de cidade, o contentar-se com tantos cafés pequenos... A conhecida vocação para colônia fidelíssima em pleno século vinte e um. 


A cura para esses males não está nas urnas.


A Villa está em chamas, esse vale está envolto em fumaça grossa. Do céu, hoje, só caem cinzas. 






quarta-feira, setembro 21, 2011

Cruzando a linha



‎"Convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las."

Nelson Rodrigues

sexta-feira, setembro 16, 2011

Dois tipos de picareta

domingo, setembro 11, 2011

Portabilidade: Você pode

A portabilidade na telefonia é democracia na prática. A Tim cobrava 50 centavos por dia de uso da internet no pré-pago. Alardeou que era excelente por isso. A Claro, agora, cobre a oferta. Com uma cobertura 3G conhecidamente melhor que a da Tim. A portabilidade de governos existe, chama-se democracia. Você já aprendeu a trocar de operadora, agora...

Passo em falso

"Em democracias em desenvolvimento como a da Villa precisa-se chafurdar em farpas e espinhos e fazer a revolução para obter-se migalhas de informação que em outras plagas estão ao alcance do cidadão. O único que perde com isso é o governo, ao aguçar cotidianamente no povo o gosto pela revolução."

Sr. Fuad Faonde in "Falsetes e Sopranos na Valsa da Democracia: Lições Elementares de Dança de Salão Tropicais"

sexta-feira, setembro 09, 2011

Desdobramentos urbanos

Você administra uma cidade de 126.219 habitantes (e não 120.770, como informa o site desatualizado da prefeitura). O crescimento desordenado, principalmente o de subúrbios e periferias, é um problema crônico com desdobramentos cruéis para toda a cidade. Você não quer saber de quem é a culpa, porque nós somos as pessoas que estávamos esperando. Como você enfrenta anos de inchaço populacional sem planejamento, como agiria?

Rumo ao fundo


"Nos indivíduos, a loucura é algo raro - mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra."

Nietzsche

terça-feira, setembro 06, 2011

Efeitos colaterais



Para mim, um dos aspectos mais brilhantes dessa emergente democracia sabarense das redes sociais é a exposição de algo antes inacessível para o grande público de forma tão pura.


Pela primeira vez em 300 anos, temos a oportunidade única de conhecermos visões, o discurso, a argumentação e a qualidade do pensamento do poder público municipal.


Ora, os que aqui se manifestam de maneira oficiosa vão revelando aos poucos, sem as usuais mediações que aniquilam o frescor de tais colocações, todo um modus operandi, uma filosofia de poder.


O fato é sim oportunidade única porque, os que estamos do lado de cá, vamos intuitivamente montando nosso quebra cabeça e apurando nossa impressão e opinião sobre quem hoje nos representa.


O não dito, o evitado, o ponto em que a conversa foi abandonada e as entrelinhas são também de uma eloqüência fantástica.

O lado bom

Veja por esse lado. Você que agora teme pelo seu cargo de não concursado na prefeitura já que há chances reais de mudança. Com a realização de concurso, pela sua experiência e por já trabalhar aí, com dedicação e preparo, você tem total condição de conquistar não um emprego, mas uma carreira no serviço público. E carreira pública implica estabilidade, plano salarial, etc. E o principal: em período de eleição, você não se verá obrigado a defender o indefensável.

É esse o fato que está gerando o novo

Talvez a melhor contribuição da polêmica escolha de Argemiro à política sabarense, quando a poeira dos tempos encobrir as controvérsias de hoje, tenha sido a criação, curiosamente de maneira não intencional, do único fato político relevante em Sabará nos últimos anos. Que a História nos diga, mas é esse o fato originador de muitas reflexões sérias, de todas as partes, partidos, de toda a cidade, sobre onde estamos e para onde vamos. É esse o fato que está gerando o novo.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Tentáculos no divã da academia



‎"O Poder do Polvo: Tentáculos, Cooptação e Miscigenação Ideológica no Reinado de Octopus", um dos mais recentes lançamentos da Casa Editorial Faonde, promete lançamento de arromba n'O Porto amanhã. Sem lançamento previsto no Brasil, a obra, em português de Portugal, esmiúça as razões da longevidade do regime da Villa, e promete deleitar o público do Velho Mundo com suas ousadas analogias monárquicas.

sábado, setembro 03, 2011

Cacos opacos

Sabadão de sol aqui na Villa, viva! Os telhados coloniais (os que restam) banhando-se de sol... E os telhados de vidro (que se ampliam) brilham cristalinos, alheios às pedras que lhes miram... Idos os tempos dos bailes das ilhas fiscais, oh!, onde alfinetava-se, espetava-se, mas sin perder a ternura jamais! Na segunda braba, a ressaca... E na rua Direita, que anda torta, centenas de cacos, opacos, guerra de egos, agruras.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Experimentando novos sabores

Suponha que a sua democracia tenha apenas 25 anos, e que seu governo local já exista há 16 desses 25 anos. Ou seja, durante 65% da sua democracia, sabe-se lá por que motivo (e você os tem), você só deu a chance ao mesmo grupo de representá-lo. Ciente disso e de que cidades que alternam seus governantes são naturalmente mais desenvolvidas, o que você faria nas próximas eleições???